Somente metade das empresas têm backup de suas redes

Apesar de a maioria ter noção dos prejuízos que podem acontecer em seus negócios em caso de parada dos seus recursos de tecnologia da informação, 50% dos líderes das maiores empresas da região sul do Espírito Santo não têm certeza se seus dados estão protegidos, segundo levantamento

Considerada uma área estratégica para o funcionamento de grande parte das empresas de pequeno a grande porte, a área de Tecnologia da Informação (TI) ainda vem sendo deixada em segundo plano em muitas organizações. É o que mostrou uma pesquisa realizada recentemente pela ISH Tecnologia com líderes das maiores empresas da região sul do Espírito Santo, que compreende municípios como Cachoeiro de Itapemirim, Itapemirim, Iúna, Alegre, Guarapari, Guacuí e Castelo.

De acordo com o estudo, somente metade dos entrevistados revelou total certeza de que possuem backups das informações de suas empresas e em local seguro, onde possam ser restaurados em caso de alguma catástrofe, incêndio, roubo ou invasão de máquinas por hackers.

Para o diretor Comercial da ISH, Armsthon Zanelato, essa informação é altamente preocupante. “Muitas empresas podem até mesmo falir em caso de perda de informações. Outras podem ter grandes prejuízos financeiros e de imagem corporativa se seus sistemas sofrerem alguma parada, ainda que por alguns instantes. Negligenciar o bom funcionamento da área de TI e da segurança da informação representa altos riscos, que não valem a pena correr”, explica.

Riscos esses que 75% dos entrevistados revelam estar cientes e já ter avaliado. Talvez por isso 52% deles admitem ter feito alguma previsão de investimento para substituição ou aquisição de novos equipamentos de TI para este ano em função de obsolescência ou crescimento da organização. Armsthon alerta, entretanto, que não basta alocar verbas para comprar máquinas que rapidamente tornam-se obsoletas. “A tendência atualmente é terceirizar esse serviço para uma equipe especializada que pode até mesmo alocar o data center das empresas. Com isso, a empresa foca em seu negócio-fim, deixando o suporte tecnológico para um fornecedor”, sugere.

E quando o assunto é crescimento, 40% admitem que acreditam que suas estruturas de TI não estão seguras, monitoradas e preparadas para suportar a maior demanda. “Tal fragilidade pode dificultar o crescimento das empresas quando a economia voltar a ficar aquecida. A hora de deixar a casa em ordem é agora”, explica.